A Federação Portuguesa de Basquetebol e a Equipa de Apoio às Escolas organizam, com o patrocínio da Compal, mais uma vez, o Projecto Compal Air -2009/2010. O Apuramento dos alunos da Escola de S. Miguel é no dia 12 de Fevereiro das 14 às 17 horas. Os alunos interessados em participar nesta edição devem fazer a inscrição junto dos professores de Educação Física. A fase Distrital realiza-se no Pavilhão de S. Miguel no próximo dia 10 de Março.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
O 2º CAMPEONATO DA EUROPA OPEN FUTSAL INAS-FID – GUARDA 2010
A Câmara Municipal da Guarda e a Associação Nacional de Desporto para Deficiência Intelectual, vão organizar de 22 a 26 de Fevereiro, no Pavilhão de S. Miguel, o 2º Campeonato da Europa Open Futsal INAS-FID – GUARDA 2010. Na sessão de abertura deste Campeonato está prevista a apresentação por parte dos alunos da Escola de S. Miguel de uma Coreografia. Com este objectivo têm decorrido os treinos, duas vezes por semana .
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Um jornal, qualquer jornal, por pasquim que seja, exige um edital.
Nele se define a orientação, as normas deontológicas, no fundo a filosofia de vida do jornal.
Aqui apresentamos um edital. Não um qualquer. Um edital de um Poeta que adoptou a Guarda (ou terá sido ao contrário?...).
Depois do edital, esperamos as notícias, os textos, os poemas, as adivinhas... O que a imaginação ditar...
O jornal, sem título ainda, é vosso, é nosso é de todos...
Lusitana Ricardo
Norberto Gonçalves
EDITAL
Manuel era um petiz de palmo e meio
(ou pouco mais teria na verdade)
De rosto moreninho e olhar cheio
De inteligente e enérgica bondade.
Orgulhava-se dele o professor…
No porte e no saber era o primeiro.
Lia nos livros que nem o doutor,
Fazia contas que nem um banqueiro…
Ora uma vez ia o Manuel passando
Junto ao adro da igreja. Aproximou-se
E viu à porta principal um bando
De homens a olhar o quer que fosse.
Empurravam-se todos em tropel
Ansiosos por saberem, cada qual
O que vinha a dizer certo papel
Pregado com obreias na porta…
Mais contribuições! Supunha um,
É p’rás sortes, talvez… outro volvia.
Quantas suposições! Porém nenhum
Sabia ao certo o que o papel dizia.
Nenhum (e eram vinte os assistentes)
Sabia ler aqueles riscos pretos.
Vinte homens e talvez inteligentes
Mas todos, que tristeza – analfabetos!...
Furou Manuel por entre aquela gente
Ansiosa, comprimida, amalgamada,
Como uma formiguinha diligente
Por um maciço de erva emaranhada.
Furou e conseguiu chegar adiante
Ergueu-se nos pezitos para ver,
Mas o edital estava tão distante,
Lá tanto em cima, que o não pôde ler.
Um dos do bando agarrou-o então
E levantou-o com as mãos possantes
E calejadas de cavarem pão…
Houve um silêncio entre os circunstantes.
E numa clara voz melodiosa
A alegre e insinuante criancinha
Pôs-se a dizer àquela gente ansiosa,
Correntemente o que o edital continha.
Regressava o abade do passal
A caminho da sua moradia.
Como era já idoso e via mal,
Acercou-se para ver o que haveria…
E deparou com esse quadro lindo
Duma criança a ler a homens feitos,
Dum pequenino cérebro espargindo
Luz naqueles cérebros imperfeitos…
Transpareceu no rosto ao bom abade
Um doce e espiritual contentamento
E a sua boca, fonte de verdade,
Disse estas frases com um brando acento:
Olhai, amigos, quanto pode o ensino…
Alguns de vós são pais, outros avós,
Pois só por saber ler este menino
É já maior que nenhum de vós!
Augusto Gil
Nele se define a orientação, as normas deontológicas, no fundo a filosofia de vida do jornal.
Aqui apresentamos um edital. Não um qualquer. Um edital de um Poeta que adoptou a Guarda (ou terá sido ao contrário?...).
Depois do edital, esperamos as notícias, os textos, os poemas, as adivinhas... O que a imaginação ditar...
O jornal, sem título ainda, é vosso, é nosso é de todos...
Lusitana Ricardo
Norberto Gonçalves
EDITAL
Manuel era um petiz de palmo e meio
(ou pouco mais teria na verdade)
De rosto moreninho e olhar cheio
De inteligente e enérgica bondade.
Orgulhava-se dele o professor…
No porte e no saber era o primeiro.
Lia nos livros que nem o doutor,
Fazia contas que nem um banqueiro…
Ora uma vez ia o Manuel passando
Junto ao adro da igreja. Aproximou-se
E viu à porta principal um bando
De homens a olhar o quer que fosse.
Empurravam-se todos em tropel
Ansiosos por saberem, cada qual
O que vinha a dizer certo papel
Pregado com obreias na porta…
Mais contribuições! Supunha um,
É p’rás sortes, talvez… outro volvia.
Quantas suposições! Porém nenhum
Sabia ao certo o que o papel dizia.
Nenhum (e eram vinte os assistentes)
Sabia ler aqueles riscos pretos.
Vinte homens e talvez inteligentes
Mas todos, que tristeza – analfabetos!...
Furou Manuel por entre aquela gente
Ansiosa, comprimida, amalgamada,
Como uma formiguinha diligente
Por um maciço de erva emaranhada.
Furou e conseguiu chegar adiante
Ergueu-se nos pezitos para ver,
Mas o edital estava tão distante,
Lá tanto em cima, que o não pôde ler.
Um dos do bando agarrou-o então
E levantou-o com as mãos possantes
E calejadas de cavarem pão…
Houve um silêncio entre os circunstantes.
E numa clara voz melodiosa
A alegre e insinuante criancinha
Pôs-se a dizer àquela gente ansiosa,
Correntemente o que o edital continha.
Regressava o abade do passal
A caminho da sua moradia.
Como era já idoso e via mal,
Acercou-se para ver o que haveria…
E deparou com esse quadro lindo
Duma criança a ler a homens feitos,
Dum pequenino cérebro espargindo
Luz naqueles cérebros imperfeitos…
Transpareceu no rosto ao bom abade
Um doce e espiritual contentamento
E a sua boca, fonte de verdade,
Disse estas frases com um brando acento:
Olhai, amigos, quanto pode o ensino…
Alguns de vós são pais, outros avós,
Pois só por saber ler este menino
É já maior que nenhum de vós!
Augusto Gil
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